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Redação
da Semana

Confira aqui os temas das redações da semana de todas as semanas do ano, além de videos, matérias e imagens relacionadas.

Tutorial e tema aula 4/2017 ENEM


ENEM 2009 A, Valorização do idoso

 

Este é o tema que, por vias tortas, acabou ficando famoso: é a redação do Enem de 2009 que vazou, teve seu sigilo violado, foi, enfim, roubado. Diga-se de passagem, para sorte dos vestibulandos. O tema, Valorização do idoso, exige conhecimentos de áreas sobre as quais pouca leitura temos – talvez ainda menor interesse. Como superar essas limitações?

A melhor atitude é organizar o raciocínio: sabemos que partiremos da situação do idoso no contexto brasileiro e lembramos também que uma das características mais marcantes da redação do Enem é a exigência da chamada “proposta de ação social”, ou, simplificando, soluções para o problema abordado, “que respeitem os direitos humanos”. Como completaremos nossa análise? Se vamos criticar as condições do idoso na sociedade brasileira, é necessário (e lógico!) discutir as causas que o levaram a tal situação. Na realidade, a análise das causas não é propriamente o complemento de uma redação; é, sim, o seu foco principal, a sua razão de existir.

Veja a estrutura: na introdução, apresentaremos uma contextualização da situação do idoso no Brasil. Neste parágrafo, é interessante selecionar os aspectos críticos da condição do idoso no Brasil, como a precariedade do sistema de saúde e dos planos de aposentadoria públicos – lembre-se de que o objetivo é criticar para propor soluções posteriores. No

D1, teremos a parcela mais argumentativa, e mais importante, de nossa redação: a tarefa é explicar por que o idoso tem um papel secundário na sociedade brasileira. Dependemos da discussão sobre as causas da não-valorização do idoso no país para que o texto tenha sentido: não podemos apresentar soluções (exigência da qual não podemos escapar no ENEM!) sem focalizar o contexto em que elas atuarão, serão aplicadas. Por exemplo, as atitudes tanto do governo – que não privilegiam o idoso – como da sociedade em geral – que refletem preconceitos – podem ser relacionadas como exemplos, mas devemos tentar entendê-las, buscar suas origens. Uma das causas mais prováveis é a presença recente da população de idosos, em número significativo na nossa sociedade e a consequente dificuldade de lidarmos com eles.

No D2, discutiremos outra causa, também de natureza social, mas diferente da anterior: a desestruturação da família tradicional nos segmentos mais pobres - e mais numerosos - da sociedade brasileira. É sabido que, nos setores menos instruídos da pirâmide social, as mulheres engravidam muito cedo, e várias vezes (com paternidades inconstantes...). Esse procedimento leva a uma proximidade entre as faixas etárias, em que mães e avós têm idades semelhantes, apagando diferenças naturais e fazendo com que papéis de pessoas mais velhas, em situações sociais peculiares, percam o sentido.

Na conclusão, precisamos elaborar uma proposta de alteração do comportamento criticado no D1 e no D2. Aqui nos deparamos com a dificuldade peculiar da proposta do ENEM: estamos abordando um problema grave, estrutural da nossa sociedade, cujas soluções nos parecem distantes, ou mesmo improváveis. Sugiro pensar no que deveria acontecer (mesmo que realmente não acreditemos que seja possível...), como uma mudança nos interesses do governo ou a alteração da postura preconceituosa da sociedade.


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Tutorial e tema aula 3/2017 ENEM


O objetivo deste tutorial é sugerir abordagens para o tema do ENEM 2015, "a persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira".

 Para tanto, vamos, na introdução,  contextualizar o tema na realidade brasileira atual, sem esquecer, no entanto, o contexto global: no tópico, mencionaremos a violência como uma realidade global e nos desenvolvimentos, mostraremos as peculiaridades brasileiras - a quase irreversibilidade do machismo na nossa sociedade, tanto institucional quanto cidadão

D1: no tópico, mencionaremos a resistência das relações violentas contra a mulher na nossa sociedade como responsabilidade do governo, na forma institucional: apesar da criação da Lei Maria da Penha, o orçamento para a sua efetivação é pequeno, as delegacias da mulher são poucas e mal distribuídas pelo país e os abrigos para as vítimas, ainda mais raros. Dessa forma, as denúncias, que poderiam se transformar num fator de inibição contra os agressores, podem ser fatais para as agredidas, que conviverão, obrigatoriamente, com eles.

D2: A ausência de apoio real à mulher por parte das instituições que deveriam fazer valerem seus direitos permite que o cidadão comum a veja como um indivíduo socialmente mais frágil. Por isso, ela ainda enfrenta fortes barreiras sociais. É fato corriqueiro ganhar salários inferiores aos dos homens mesmo desempenhando as mesmas funções - e às vezes com mais competência. Ocorrem apelos contra direitos seus já conquistados (o aborto em casos de estupro, por exemplo), e a violência domestica não desapareceu nas famílias brasileiras.

Conclusão/intervenção: como é o padrão das propostas de intervenção exigidas pelo ENEM, vamos propor um esforço conjunto da sociedade para reduzir e eliminar esse padrão, inaceitável, como todos os demais, de  violência. Antes de mais nada, o governo federal deve efetivar o cumprimento da Lei Maria da Penha, com orçamentos condizentes com as suas necessidades; nas escolas, a igualdade de gênero deve ser apregoada como um valor social inalienável. Além disso, essa consciência deve ser incentivada com ações sociais cotidianas pelas ONGs e entidades comunitárias.


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Tutorial e tema aula 2/2017 ENEM


O objetivo deste tutorial é refletir sobre como o brasileiro vota, quais são as consequências para o seu cotidiano e de que forma fazer dessa atitude um ato de real cidadania.
Na introdução, vamos contextualizar a situação do voto no Brasil: são dezenas de milhões de eleitores, participando obrigatoriamente do processo e elegendo os legisladores, responsáveis pelas leis e pelo futuro do país.
No D1, vamos analisar como pensa o eleitor brasileiro, com que critérios faz suas escolhas. É fácil perceber que a "ideologia" partidária pouco lhe importa. Por outro lado, embora influências próximas possam pesar - família, amigos, etc. -, podemos afirmar que o seu principal parâmetro é bastante concreto e imediatista: o pragmatismo.
No D2, vamos analisar as consequências dessa atitude alienada no momento da escolha eleitoral: os políticos se apropriam do estado, quase o "privatizam", decidindo em favor de si ou pequenos grupos, normalmente aqueles que financiaram suas campanhas. Uma consequência típica desse comportamento é o alto índice de parlamentares respondendo a processos no senado e na câmara federal.
Na conclusão, a única solução possível é conscientizar o eleitor das suas escolhas, em especial analisando o efeito das atitudes dos políticos que elege no seu cotidiano.

 


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Tutorial e tema aula 1/2017 ENEM


O objetivo deste tutorial é avaliar o impacto da violência generalizada que caracteriza as relaxes sociais no Brasil.
Na introdução, contextualizaremos a situação, mostrando a proliferação da violência no país. Além disso, escolheremos áreas para analisar: o altíssimo índice de assassinatos e o de acidentes no trânsito.
No D1, vamos analisar a proliferação da violência do crime no Brasil: são cinqüenta mil assassintos por ano no país, e a quase totalidade deles permanece impune. Os números dos crimes comuns, além da agressão às minorias, como as mulheres, são assustadores. Podemos afirmar que a impunidade é uma constante. A percepção do cidadão é de que todos estão sujeitos a quaisquer situações de agressão a qualquer momento em qualquer lugar.
No D2, vamos analisar a reação do cidadão. É justamente essa percepção de insegurança que o leva a atitudes diferentes, mas complementares, que elevam ainda mais os níveis de violência do país: reagir violentamente a situações comuns do cotidiano, como no trânsito e nos estádios de futebol, e aprovar atitudes violentas entre cidadãos, como os cada vez mais comuns linchamentos.
Na conclusão, vamos sugerir que governo e sociedade mudem radicalmente de atitudes, criando políticas públicas de segurança e cidadania.

 


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Tutorial e tema aula 21/2017


O objetivo deste tutorial é refletir sobre a atuação do governo (em suas diversas instâncias) no nosso cotidiano: seria exclusivamente omisso ou empenhado em resolver problemas?

Na introdução, já escolheremos nosso posicionamento: como é virtualmente impossível um governo pautado pela omissão total, devemos analisar que  atitudes nossos governantes tomam e por que o fazem.

No D1, analisaremos a situação da educação no país. Algumas conquistas recentes são notórias, como a implementação do sistema de cotas nas universidades federais e a ampliação das matriculas nas escolas públicas. No entanto, o acesso facilitado não foi acompanhado por um esforço de qualificação na educação: formamos alunos que finalizam a escolaridade com deficiências crônicas, como o analfabetismo funcional. Neste caso, faltaram ao governo planejamento e o real objetivo de melhorar - ou seja, capacidade.

No D2, vamos analisar outros reconhecidos avanços, porém insuficientes para resolver os problemas da população: o bolsa-família e o salário mínimo. Este, na ultima década, teve grande ganho real; aquele colabora para que milhões de cidadãos tenham um pouco mais de dignidade. Sabe-se, por outro lado, que  ambos os valores são irrisórios: não garantem a ninguém qualidade de vida.  Podemos concluir que políticas sociais de curto prazo, sem erradicar a origem do problema, não almejam soluções; são, na verdade, práticas demagógicas.

Na conclusão, retomaremos o questionamento do tema: se o governo, no Brasil, não é exclusivamente omisso, só executa o que lhe interessa.


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