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Redação
da Semana

Confira aqui os temas das redações da semana de todas as semanas do ano, além de videos, matérias e imagens relacionadas.

Tutorial e tema aula 8/2017 ENEM


O objetivo deste tutorial é contextualizar a ética no cenário nacional. Como nos comportamos como cidadãos?

Na introdução, vamos contextualizar essa discussão: a ética é a base da cidadania, das relações sociais. E como o brasileiro a reconhece?

No D1, vamos tentar construir o conceito mais conhecido de nossa "cidadania", o "jeitinho brasileiro": o que realmente representa esse comportamento, qual sua origem, como  nos deparamos com ele no cotidiano, como o reproduzimos, como está entranhado nas nossas instituições.

No D2, suas consequências: cidadãos eminentes da nossa sociedade, por exemplo, os políticos, e cidadãos comuns, todos nós, praticamos atitudes anti-éticas diariamente, de modo consciente ou não, prejudicando o conjunto da sociedade.

Na conclusão, as soluções: educação e cobrança!


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Tutorial e tema aula 7/2017 ENEM


"Tolerância na prática"

A Constituição Federal de 1988 – norma de maior hierarquia no sistema jurídico brasileiro – assegura a todos a liberdade de crença. Entretanto, os frequentes casos de intolerância religiosa mostram que os indivíduos ainda não experimentam esse direito na prática. Com efeito, um diálogo entre sociedade e Estado sobre os caminhos para combater a intolerância religiosa é medida que se impõe.

Em primeiro plano, é necessário que a sociedade não seja uma reprodução da casa colonial, como disserta Gilberto Freyre em “Casa-Grande Senzala”. O autor ensina que a realidade do Brasil até o século XIX estava compactada no interior da casa-grande, cuja religião era católica, e as demais crenças – sobretudo africanas – eram marginalizadas e se mantiveram vivas porque os negros lhe deram aparência cristã, conhecida hoje por sincretismo religioso. No entanto, não é razoável que ainda haja uma religião que subjugue as outras, o que deve, pois, ser repudiado em um estado laico, a fim de que se combata a intolerância de crença.

De outra parte, o sociólogo Zygmunt Bauman defende, na obra “Modernidade Líquida”, que o individualismo é uma das principais características – e o maior conflito – da pós-modernidade, e, consequentemente, parcela da população tende a ser incapaz de tolerar diferenças. Esse problema assume contornos específicos no Brasil, onde, apesar do multiculturalismo, há quem exija do outro a mesma postura religiosa e seja intolerante àqueles que dela divergem. Nesse sentido, um caminho possível para combater a rejeição à diversidade de crença é descontruir o principal problema da pós-modernidade, segundo Zygmunt Bauman: o individualismo.

Urge, portanto, que indivíduos e instituições públicas cooperem para mitigar a intolerância religiosa. Cabe aos cidadãos repudiar a inferiorização das crenças e dos costumes presentes no território brasileiro, por meio de debates nas mídias sociais capazes de descontruir a prevalência de uma religião sobre as demais. Ao Ministério Público, por sua vez, compete promover ações judiciais pertinentes contra atitudes individualistas ofensivas à diversidade de crença. Assim, observada a ação conjunta entre população e poder público, alçará o país a verdadeira posição de Estado Democrático de Direito.


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Tutorial e tema aula 6/2017 ENEM


 O objetivo deste tutorial é responder a pergunta "quais os objetivos da lei seca?".

 Na introdução, vamos contextualizar o tema: apesar de polêmica - e repudiada por boa parte da população - , essa lei surge como uma reação ao assustadoramente crescente volume de vítimas fatais do trânsito no Brasil. Quais são, porém, suas condições de eficácia?

 No D1, vamos demonstrar o impacto positivo do surgimento da "lei seca": muitos motoristas passaram a reconsiderar a atitude de beber e dirigir, assim como a mídia passou a alertar mais contra essa atitude irresponsável. As prisões em função desse delito aumentaram, e a fiscalização direcionada, as chamadas "baladas seguras", criaram um clima de pressão no motorista infrator.

 No D2, vamos discutir a eficácia desses procedimentos. Apesar da lei, a fiscalização não é onipresente: não pode, em especial nas estradas, coagir o grande volume de cidadãos irresponsáveis. Além disso, as condições rodoviárias no Brasil não são as melhores, o que favorece os acidentes fatais. E o mais difícil: mudar a cultura do motorista, conscientizá-lo das suas responsabilidades.

 Na conclusão, vamos propor soluções. A "lei seca" só será eficaz com três atitudes simultâneas: maior conscientização do motorista, maior fiscalização e permanente cobrança na mídia.


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Tutorial e tema aula 5/2017 ENEM


Redação nota 1000 - INEP

A publicidade infantil movimenta bilhões de dólares e é responsável por considerável aumento no número de vendas de produtos e serviços direcionados às crianças. No Brasil, o debate sobre a publicidade infantil representa uma questão que envolve interesses diversos. Nesse contexto, o governo deve regulamentar a veiculação e o conteúdo de campanhas publicitárias voltadas às crianças, pois, do contrário, elas podem ser prejudicadas em sua formação, com prejuízos físicos, psicológicos e emocionais.

 

Em primeiro lugar, nota-se que as propagandas voltadas ao público mais jovem podem influir nos hábitos alimentares, podendo alterar, consequentemente, o desenvolvimento físico e a saúde das crianças. Os brindes que acompanham as refeições infantis ofertados pelas grandes redes de lanchonetes, por exemplo, aumentam o consumo de alimentos muito calóricos e prejudiciais à saúde pelas crianças, interessadas nos prêmios. Esse aumento da ingestão de alimentos pouco saudáveis pode acarretar o surgimento precoce de doenças como a obesidade.

 

Em segundo lugar, observa-se que a publicidade infantil é um estímulo ao consumismo desde a mais tenra idade. O consumo de brinquedos e aparelhos eletrônicos modifica os hábitos comportamentais de muitas crianças que, para conseguir acompanhar as novas brincadeiras dos colegas, pedem presentes cada vez mais caros aos pais. Quando esses não podem compra-los, as crianças podem ser vítimas de piadas maldosas por parte dos outros, podendo também ser excluídas de determinados círculos de amizade, o que prejudica o desenvolvimento emocional e psicológico dela.

 

Em decorrência disso, cabe ao Governo Federal e ao terceiro setor a tarefa de reverter esse quadro. O terceiro setor – composto por associações que buscam se organizar para conseguir melhorias na sociedade – deve conscientizar, por meio de palestras e grupos de discussão, os pais e os familiares das crianças para que discutam com elas a respeito do consumismo e dos males disso. Por fim, o Estado deve regular os conteúdos veiculados nas campanhas publicitárias, para que essas não tentem convencer pessoas que ainda não têm o senso crítico desenvolvido. Além disso, ele deve multar as empresas publicitárias que não respeitarem suas determinações. Com esses atos, a publicidade infantil deixará de ser tão prejudicial e as crianças brasileiras poderão crescer e se desenvolver de forma mais saudável."


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Tutorial e tema aula 4/2017 ENEM


ENEM 2009 A, Valorização do idoso

 

Este é o tema que, por vias tortas, acabou ficando famoso: é a redação do Enem de 2009 que vazou, teve seu sigilo violado, foi, enfim, roubado. Diga-se de passagem, para sorte dos vestibulandos. O tema, Valorização do idoso, exige conhecimentos de áreas sobre as quais pouca leitura temos – talvez ainda menor interesse. Como superar essas limitações?

A melhor atitude é organizar o raciocínio: sabemos que partiremos da situação do idoso no contexto brasileiro e lembramos também que uma das características mais marcantes da redação do Enem é a exigência da chamada “proposta de ação social”, ou, simplificando, soluções para o problema abordado, “que respeitem os direitos humanos”. Como completaremos nossa análise? Se vamos criticar as condições do idoso na sociedade brasileira, é necessário (e lógico!) discutir as causas que o levaram a tal situação. Na realidade, a análise das causas não é propriamente o complemento de uma redação; é, sim, o seu foco principal, a sua razão de existir.

Veja a estrutura: na introdução, apresentaremos uma contextualização da situação do idoso no Brasil. Neste parágrafo, é interessante selecionar os aspectos críticos da condição do idoso no Brasil, como a precariedade do sistema de saúde e dos planos de aposentadoria públicos – lembre-se de que o objetivo é criticar para propor soluções posteriores. No

D1, teremos a parcela mais argumentativa, e mais importante, de nossa redação: a tarefa é explicar por que o idoso tem um papel secundário na sociedade brasileira. Dependemos da discussão sobre as causas da não-valorização do idoso no país para que o texto tenha sentido: não podemos apresentar soluções (exigência da qual não podemos escapar no ENEM!) sem focalizar o contexto em que elas atuarão, serão aplicadas. Por exemplo, as atitudes tanto do governo – que não privilegiam o idoso – como da sociedade em geral – que refletem preconceitos – podem ser relacionadas como exemplos, mas devemos tentar entendê-las, buscar suas origens. Uma das causas mais prováveis é a presença recente da população de idosos, em número significativo na nossa sociedade e a consequente dificuldade de lidarmos com eles.

No D2, discutiremos outra causa, também de natureza social, mas diferente da anterior: a desestruturação da família tradicional nos segmentos mais pobres - e mais numerosos - da sociedade brasileira. É sabido que, nos setores menos instruídos da pirâmide social, as mulheres engravidam muito cedo, e várias vezes (com paternidades inconstantes...). Esse procedimento leva a uma proximidade entre as faixas etárias, em que mães e avós têm idades semelhantes, apagando diferenças naturais e fazendo com que papéis de pessoas mais velhas, em situações sociais peculiares, percam o sentido.

Na conclusão, precisamos elaborar uma proposta de alteração do comportamento criticado no D1 e no D2. Aqui nos deparamos com a dificuldade peculiar da proposta do ENEM: estamos abordando um problema grave, estrutural da nossa sociedade, cujas soluções nos parecem distantes, ou mesmo improváveis. Sugiro pensar no que deveria acontecer (mesmo que realmente não acreditemos que seja possível...), como uma mudança nos interesses do governo ou a alteração da postura preconceituosa da sociedade.


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