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Redação
da Semana

Confira aqui os temas das redações da semana de todas as semanas do ano, além de videos, matérias e imagens relacionadas.

Tutorial e tema aula 14/2017 ENEM


TUTORIAL

 

A idealização do índio, presente na primeira geração do Romantismo, foi uma explícita tentativa de construção de um sentimento nacionalista no Brasil. Todavia, essa supervalorização permaneceu apenas no plano literário, e não foi refletida no âmbito social. Sendo assim, percebe-se, desde os primórdios da colonização, a “europeização” de indígenas e a degradação de suas tradições. Indubitavelmente, o contexto “alimentou” um preconceito que, até hoje, se responsabiliza pela discriminação contra nativos e contra seus hábitos culturais.

 

Na obra “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda busca na história colonial as origens dos atuais problemas nacionais. O escritor apresenta no livro como a vigente tentativa de erradicação da tradição indígena é uma herança histórica da colonização, visto que padres jesuítas e portugueses impunham aos nativos costumes da Europa, principalmente ao que se referia à religião e à linguagem. Um evento recente, o qual exemplifica como esse passado ainda não foi “superado”, foi o batismo de integrantes de uma tribo indígena, no Mato Grosso, pelo pastor Isac Santos. Apesar de o homem alegar que a aldeia já havia adotado a religião cristã, e que o batizado havia sido opcional, nada foi provado. Outra circunstância, deprimente, é o fato de que idiomas indígenas são considerados apenas dialetos no país, além de nenhuma de suas 274 línguas serem ao menos mencionadas em instituições de ensino. Sem dúvida, Buarque mostrou-se correto ao afirmar que essa “não aceitação” da cultura nativa é uma consequência da colonização.

 

Claramente, a discriminação contra indígenas é uma realidade presente desde a chegada de colonizadores portugueses ao território nacional. Entretanto, a rejeição intensificou-se nos últimos anos, devido à migração de diversos povos para zonas urbanas. A situação é consequência de muitos fatores – como queimadas, construções de hidrelétricas e avanços na agricultura – que obrigaram nativos a se retirarem de suas terras. Dessa forma, o preconceito e a intolerância passaram a vigorar, levando, principalmente, à violência contra essa parte da população. O Conselho Indigenista Missionário apontou o crescimento de 130% no número de índios assassinados em 2014, mostrando como a hostilidade ainda se assemelha a casos de mais de 500 anos atrás.

 

A fim de evitar a total erradicação de culturas indígenas e impedir atos preconceituosos, o Ministério da Educação há de expor a jovens estudantes parte da cultura nativa. Para isso, deve modificar sua proposta curricular para que haja a implementação do ensino de tradições indígenas em matérias como história, geografia e língua estrangeira. Assim, a longo prazo, a degradação da cultura indígena será evitada e ações preconceituosas serão impedidas.


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Tutorial/redação-modelo aula 13/ENEM 2017!


Segundo a Constituição brasileira, a saúde é um direito de todos, e é dever do Estado garanti-la à população. O Sistema Único de Saúde (SUS) é um importante instrumento social que garante o exercício do dever do Estado, embora sua eficácia seja questionável.
Notam-se grandes avanços na área da saúde, que foi promovida graças ao SUS. É o caso do tratamento gratuito para a esmagadora maioria de soropositivos no Brasil ou o desenvolvimento do Programa de Saúde da Família que visa à proteção e promoção, em aspecto regional, da saúde das famílias brasileiras. Contudo, ao se observarem pessoas morrendo em corredores de hospitais públicos, a falta de equipamentos para realização de procedimentos complexos ou a imprudência de alguns profissionais da área, coloca-se em cheque a eficiência do Sistema Único de Saúde.


A causa principal da ineficiência do SUS no Brasil é o próprio modelo socioeconômico no qual o Estado está inserido. A busca pelo lucro proporcionou o domínio e desenvolvimento de um mercado que prioriza a acumulação de capitais em detrimento à saúde da população. Desta maneira, a indústria da vida e da morte é criada, na qual grandes hospitais particulares oferecem o melhor tratamento que o dinheiro pode pagar. O destino para quem não tem dinheiro é trágico:  morre ou em filas de hospitais públicos ou doente em casa.

Assim, para se contornar a situação e tornar o serviço público de saúde mais digno, é vital a conscientização da população sobre seus direitos e a reafirmação do dever do Estado. O investimento de recursos financeiros buscando a ampliação de hospitais, a capacitação de profissionais e a aquisição de novas tecnologias  é o primeiro passo para tornar o SUS, de fato, uma conquista para a sociedade.


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Tutorial e tema aula11/2017 ENEM


Por uma educação para a liberdade

Há limites legítimos para a liberdade de expressão? Uma pessoa que se utiliza da sua capacidade de exprimir-se para estimular o discurso de ódio e a violência deve ser punida pela lei ou isso é uma violação de sua justa autonomia? Nos tempos atuais, questões como essa se tornaram mais candentes do que nunca. De fato, nos últimos anos, fatos marcantes, como o atentado ao jornal francês Charlie Hebdo, revelaram com clareza a persistência dos radicalismos violentos e a fragilidade do poder do diálogo. Diante deste cenário, o que urge não é abandonar o princípio da liberdade de expressão. mas sim aprofundar a compreensão de sua natureza e, portanto, de suas implicações políticas.

Antes de tudo, é preciso lembrar que a prerrogativa de comunicar aos outros as próprias ideias e pensamentos não é um direito absoluto. Isso é uma prerrogativa secundária e subordinada. Com efeito, entre os direitos que o homem possui há certa hierarquia natural, sendo uns superiores a outros. É tal hierarquia, nem sempre suficientemente analisada, que nos mostra que o direito à liberdade de expressão, não obstante muitíssimo necessário, é subordinado em relação a outras garantias civis. Por exemplo, o direito à vida, uma vez que só homens vivos podem ser livres. Em virtude de sua própria natureza, a liberdade de expressão é uma prerrogativa limitada e não pode sobrepor-se àquilo que lhe é superior. Neste sentido, quando o Estado prende um sujeito por incitação à violência ou discurso de ódio, não está tolindo a liberdade de exprimir-se, mas a pondo em seus justos limites.

Ademais, é necessário perceber, conforme ensinava o filósofo Santo Agostinho, que, par a par com a liberdade anda a responsabilidade. De fato, ser livre, em primeiro lugar, significa ter a obrigação de responder pelas próprias ações. Se o homem fosse predestinado a agir de um modo ou de outro, que sentido faria atribuir a ele os seus atos? No que diz respeito à liberdade de expressão, é preciso defender também a responsabilidade de expressão. Afinal, a autonomia comunicativa não é um fim, mas um meio. Ela não serve para que os homens possam dizer uns aos outros o que lhes der na telha. E sim para que, através da troca de ideias, todos possam mutuamente enriquecer-se e encontrar a verdade.

Diante de tudo o que foi dito, há que se reconhecer que a liberdade de expressão é um bem inestimável. No entanto, por isso mesmo, pode facilmente perverter-se e tornar-se um mal. Portanto, exigir que o Estado garanta esta liberdade, o que é justíssimo, não implica em admiti-la como um direito irrestrito. Ao contrário, o que cabe ao Estado é promover uma forte conscientização a respeito das implicações da liberdade. Assim, cada um deve se sentir instado a exprimir-se sempre movido pelos valores indeléveis do respeito.

Bernardo Soares,

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Tutorial e tema aula 10/2017 ENEM


O objetivo deste tutorial é refletir sobre os novos fluxos migratórios para o Brasil. Na introdução, vamos contextualizar o assunto: os fluxos migratórios são um fenômeno mundial, motivados por causas variadas, econômicas, religiosas, etc., e o Brasil passou a despontar como um destino atrativo na última década. No D1, discutiremos as causas da atratividade do Brasil sob o ponto de vista do imigrante. O crescimento econômico é, sem dúvida, a principal razão, em especial pelo baixo desemprego e pela busca por mão de obra qualificada. Além disso, a aparente tolerância do brasileiro quanto a questões culturais, raciais e religiosas chama a atenção das pessoas que precisam de abrigo e perspectivas de futuro. No D2, vamos analisar a realidade. Grande parte dos imigrantes é incorporada ao mercado de trabalho em condições informais - e, não raro, forçadas. As remunerações são, consequentemente, baixas, ou vis. Por outro lado, nem sempre as comunidades aceitam os imigrantes de forma pacifica: o ocupação de postos de trabalho, às vezes ilegalmente, questões raciais (veja-se o problema da imigração em Caxias, RS) e culturais prejudicam a adaptação dos imigrantes. Na conclusão, vamos sugerir políticas de imigração que sejam coerentes não só com as necessidades daqueles que precisam de ajuda, mas também com as condições do país em ajudá-los. Sobretudo, a comunidade deve ser ouvida e precisa colaborar.


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