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Redação
da Semana

Confira aqui os temas das redações da semana de todas as semanas do ano, além de videos, matérias e imagens relacionadas.

Tutorial/redação-modelo aula 13/ENEM 2017!


Segundo a Constituição brasileira, a saúde é um direito de todos, e é dever do Estado garanti-la à população. O Sistema Único de Saúde (SUS) é um importante instrumento social que garante o exercício do dever do Estado, embora sua eficácia seja questionável.
Notam-se grandes avanços na área da saúde, que foi promovida graças ao SUS. É o caso do tratamento gratuito para a esmagadora maioria de soropositivos no Brasil ou o desenvolvimento do Programa de Saúde da Família que visa à proteção e promoção, em aspecto regional, da saúde das famílias brasileiras. Contudo, ao se observarem pessoas morrendo em corredores de hospitais públicos, a falta de equipamentos para realização de procedimentos complexos ou a imprudência de alguns profissionais da área, coloca-se em cheque a eficiência do Sistema Único de Saúde.


A causa principal da ineficiência do SUS no Brasil é o próprio modelo socioeconômico no qual o Estado está inserido. A busca pelo lucro proporcionou o domínio e desenvolvimento de um mercado que prioriza a acumulação de capitais em detrimento à saúde da população. Desta maneira, a indústria da vida e da morte é criada, na qual grandes hospitais particulares oferecem o melhor tratamento que o dinheiro pode pagar. O destino para quem não tem dinheiro é trágico:  morre ou em filas de hospitais públicos ou doente em casa.

Assim, para se contornar a situação e tornar o serviço público de saúde mais digno, é vital a conscientização da população sobre seus direitos e a reafirmação do dever do Estado. O investimento de recursos financeiros buscando a ampliação de hospitais, a capacitação de profissionais e a aquisição de novas tecnologias  é o primeiro passo para tornar o SUS, de fato, uma conquista para a sociedade.


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Tutorial e tema aula11/2017 ENEM


Por uma educação para a liberdade

Há limites legítimos para a liberdade de expressão? Uma pessoa que se utiliza da sua capacidade de exprimir-se para estimular o discurso de ódio e a violência deve ser punida pela lei ou isso é uma violação de sua justa autonomia? Nos tempos atuais, questões como essa se tornaram mais candentes do que nunca. De fato, nos últimos anos, fatos marcantes, como o atentado ao jornal francês Charlie Hebdo, revelaram com clareza a persistência dos radicalismos violentos e a fragilidade do poder do diálogo. Diante deste cenário, o que urge não é abandonar o princípio da liberdade de expressão. mas sim aprofundar a compreensão de sua natureza e, portanto, de suas implicações políticas.

Antes de tudo, é preciso lembrar que a prerrogativa de comunicar aos outros as próprias ideias e pensamentos não é um direito absoluto. Isso é uma prerrogativa secundária e subordinada. Com efeito, entre os direitos que o homem possui há certa hierarquia natural, sendo uns superiores a outros. É tal hierarquia, nem sempre suficientemente analisada, que nos mostra que o direito à liberdade de expressão, não obstante muitíssimo necessário, é subordinado em relação a outras garantias civis. Por exemplo, o direito à vida, uma vez que só homens vivos podem ser livres. Em virtude de sua própria natureza, a liberdade de expressão é uma prerrogativa limitada e não pode sobrepor-se àquilo que lhe é superior. Neste sentido, quando o Estado prende um sujeito por incitação à violência ou discurso de ódio, não está tolindo a liberdade de exprimir-se, mas a pondo em seus justos limites.

Ademais, é necessário perceber, conforme ensinava o filósofo Santo Agostinho, que, par a par com a liberdade anda a responsabilidade. De fato, ser livre, em primeiro lugar, significa ter a obrigação de responder pelas próprias ações. Se o homem fosse predestinado a agir de um modo ou de outro, que sentido faria atribuir a ele os seus atos? No que diz respeito à liberdade de expressão, é preciso defender também a responsabilidade de expressão. Afinal, a autonomia comunicativa não é um fim, mas um meio. Ela não serve para que os homens possam dizer uns aos outros o que lhes der na telha. E sim para que, através da troca de ideias, todos possam mutuamente enriquecer-se e encontrar a verdade.

Diante de tudo o que foi dito, há que se reconhecer que a liberdade de expressão é um bem inestimável. No entanto, por isso mesmo, pode facilmente perverter-se e tornar-se um mal. Portanto, exigir que o Estado garanta esta liberdade, o que é justíssimo, não implica em admiti-la como um direito irrestrito. Ao contrário, o que cabe ao Estado é promover uma forte conscientização a respeito das implicações da liberdade. Assim, cada um deve se sentir instado a exprimir-se sempre movido pelos valores indeléveis do respeito.

Bernardo Soares,

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Tutorial e tema aula 10/2017 ENEM


O objetivo deste tutorial é refletir sobre os novos fluxos migratórios para o Brasil. Na introdução, vamos contextualizar o assunto: os fluxos migratórios são um fenômeno mundial, motivados por causas variadas, econômicas, religiosas, etc., e o Brasil passou a despontar como um destino atrativo na última década. No D1, discutiremos as causas da atratividade do Brasil sob o ponto de vista do imigrante. O crescimento econômico é, sem dúvida, a principal razão, em especial pelo baixo desemprego e pela busca por mão de obra qualificada. Além disso, a aparente tolerância do brasileiro quanto a questões culturais, raciais e religiosas chama a atenção das pessoas que precisam de abrigo e perspectivas de futuro. No D2, vamos analisar a realidade. Grande parte dos imigrantes é incorporada ao mercado de trabalho em condições informais - e, não raro, forçadas. As remunerações são, consequentemente, baixas, ou vis. Por outro lado, nem sempre as comunidades aceitam os imigrantes de forma pacifica: o ocupação de postos de trabalho, às vezes ilegalmente, questões raciais (veja-se o problema da imigração em Caxias, RS) e culturais prejudicam a adaptação dos imigrantes. Na conclusão, vamos sugerir políticas de imigração que sejam coerentes não só com as necessidades daqueles que precisam de ajuda, mas também com as condições do país em ajudá-los. Sobretudo, a comunidade deve ser ouvida e precisa colaborar.


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Tutorial e tema aula 9/2017 ENEM


Ensino no Brasil é um tema matricial: todos devemos dominá-lo. 

A educação é reconhecidamente o setor mais estratégico de um país. Logo, se estiver em crise, a sociedade também estará. 

Essa será nossa introdução: como um profissional pode se realizar num setor desprestigiado e eternamente em crise? 

No D1, o foco serão as causas do desprestígio do magistério no nosso pais. Em primeiro lugar, é inevitável citar os baixos, realmente irrisórios, salários desses profissionais - estão entre os piores do mundo. Além disso, a exigência de capacitação e a projeção de carreira são quase inexistentes. Finalmente, não existem, no horizonte político, propostas de alteração desse quadro negativo. 

No D2, o objetivo é discutir as consequências dessa problemática para a sociedade, o custo que nos gera. Afinal, todas as relações sociais dependem da educação. Está formado o ciclo vicioso da desvalorização do profissional da educação: seu meio social não tem sequer condições de lhe atribuir importância. 

Na conclusão, vamos sugerir que duas atitudes, simultâneas, devem ocorrer: capacitação e remuneração coerentes. 


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