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Redação
da Semana

Confira aqui os temas das redações da semana de todas as semanas do ano, além de videos, matérias e imagens relacionadas.

Tutorial e tema REVISÃO aula 3/2017


MODELO 1

 

                O Português é uma língua global, uma vez que é falada em todos os continentes e por mais de 200 milhões de pessoas. Esse idioma milenário está em evidência devido à ascensão econômica do Brasil no cenário mundial. Contudo, ainda há “Adamastores” que dificultam a expansão e consolidação do Português.

               Um desses empecilhos está relacionado ao acesso à língua que, no  Brasil, só foi generalizado nas ultimas décadas de 1900. Até o século XIX, 90% dos brasileiros não sabiam ler nem escrever , e essa situação só se alterou na década de 80, quando o número de alfabetizados superou o de analfabetos. Esse “Adamastor” foi, portanto, parcialmente conquistado com o acesso a educação, que ocorreu a partir do século passado. Essa inclusão educacional aconteceu com a disponibilização de escolas públicas para a população. Logo, a melhora desse aspecto é essencial, já que ele é um impedimento para a expansão do idioma, porquanto demonstra a falta de conhecimento dos próprios falantes sobre o Português.

              Entretanto, ainda há impedimentos que afetam a dispersão da língua que precisam ser solucionados. Mesmo que o povo tenha acesso ao ensino do idioma, isso não significa que ele seja de qualidade. Um dos principais problemas atuais do Brasil é a precariedade da formação educacional. O país tem pequenos índices de leitura -1,8 livros por habitante por ano -, além das dificuldades que os habitantes têm para acessar conteúdos devido ao custo alto tanto da internet quanto das publicações literárias. Isso contribui para a carência de análise crítica, de educação e de instrução da população. Dessa forma, embora saibam ler e escrever, os brasileiros ainda apresentam uma característica que representa um “Adamastor ” para o idioma: o analfabetismo funcional, falta de habilidade para interpretar e redigir textos mais complexos. Essa debilidade contribui para a estagnação da língua, já que revela a falta de conhecimento acerca do Português ainda presente no povo brasileiro.

              Nessa perspectiva, são nítidos os “Adamastores” que prejudicam a expansão desse idioma. Afinal, para que uma língua seja mais falada e conhecida é preciso, primeiramente, que seus falantes tenham acesso e conhecimento sobre ela , e é exatamente a carência desses aspectos as mazelas que o passado e o presente brasileiro trouxeram para o Português.

 

             MODELO 2

 

 

 A língua portuguesa tem, cada vez mais, adquirido relevância no cenário internacional. Devido a esse contexto, a preservação da língua como parte da nossa memória cultural, assim como a percepção da mesma como forma de identidade, para a nossa nação hoje, caracterizam-se como uns dos Adamastores a serem vencidos, a respeito da nossa língua materna.

 A língua portuguesa tem se difundido com enorme expressão, caracterizando-se como a quinta língua mais falada do mundo e a terceira mais falada em sites de relacionamentos, portanto percebe-se que tem ganhado prestígio em cenário internacional, sendo, portanto, uma parte fundamental da nossa cultura história. Um dos maiores Adamastores, ou seja, um dos obstáculos que a nossa nação deve vencer, caracteriza-se pela perda da identidade histórica e cultural da língua. Atualmente, a realidade vivida pelo Brasil é a de completo descaso com a educação, logo parte importante da nossa história linguística perde-se também. O desprezo pela língua portuguesa culta faz-se como um grande e irreparável dano a nossa civilização e às futuras, pois, perdendo as características típicas do nosso idioma, descaracterizamos também o momento histórico que a criou. 

O legado da língua portuguesa traz consigo uma bagagem histórica, capaz de nos fazer compreender períodos característicos da nossa literatura, assim como determinadas épocas. Não estudar o idioma, em suas mais diversas estâncias, faz com que uma parte da nossa identidade nacional se perca e que, por exemplo, livros da grande literatura sejam abandonados. Logo, a carência na educação poderá acarretar carência de identificação da língua portuguesa como parte integrante da cultura nacional. O modo de falar de um determinado povo marca para sempre a história deste. Por isso, a preservação da história da língua necessita ser feita. A fim de que isso aconteça, o Adamastor a ser vencido é justamente o que se relaciona com o interesse da população no interesse pelo seu idioma. A fim de que isso aconteça, o Estado deve prover à educação os subsídios necessários, para que aulas suficientemente qualificadas sejam dadas aos nossos alunos, fazendo-os capazes de ter criticidade histórica e cultural, através da melhor  compreensão do idioma.

Integrar um país é mais que meramente residir nele, pois fazemos parte de uma cultura e temos uma bagagem história. Uma das formas para que esse processo aconteça é através da melhor compreensão do seu idioma materno. Para tanto, é imprescindível que haja não só uma educação de qualidade, como também uma população capaz de interessar-se e compreender a importância que isso representa para a história de uma nação.


Material de Apoio


Apoio 1

Apoio 2





Tutorial e tema REVISÃO aula 2/2017


Amizade: uma realidade que perpassa os séculos.

 

    O capitalismo trouxe às nossas sociedades inúmeros benefícios, como o aprimoramento das tecnologias, as quais são capazes de relativizar as distâncias entre as pessoas pelos meios de comunicação virtual. Entretanto, a busca desenfreada pelo poder financeiro torna os cidadãos cada vez mais individualistas, os quais se aproximam apenas de quem os traz algum benefício. Por essas razões, o conceito tem ganhado novos moldes, adequando-se aos dias atuais.

   Tanto no ambiente de trabalho quanto no escolar, podem-se encontrar pessoas dispostas a ajudar as outras sem o interesse de obterem algo em troca. Assim, apesar do individualismo imposto pelo sistema capitalista, a amizade se solidifica no companheirismo do dia-a-dia. Afinal, é importante saber que temos o apoio de alguém em momentos de dificuldade, e que essa pessoa não mede esforços em nos fazer o bem. Dessa forma, a amizade se transforma em um "porto seguro", sendo uma extensão da família. Portanto, o conceito de amizade nas sociedades atuais  diz respeito ao sentimento e à atitude de partilhar não só as alegrias mas também os problemas, auxiliando quando necessário e abdicando dos interesses próprios. 

    De forma paralela, o companheirismo está presente no campo do lazer, uma vez que os amigos, apesar das rotinas caóticas, conseguem se reunir em alguns momentos para diversão e descanso. Além disso, por meio da Internet, por exemplo, é possível marcar encontros com grupos de parceiros que não se viam há anos. Esse esforço em dispender algum tempo para os outros caracteriza a amizade. Quando nos identificamos com as características e atitudes de alguém, nos aproximamos dessa pessoa, a qual se torna uma extensão de nós mesmos. Dessa maneira, por ser um sentimento recíproco, a amizade proporciona alegria e confiança. Então, no atual mundo globalizado, em que muitas vezes nos vemos solitários em meio à multidão, a amizade surge como a união de pessoas que têm algo em comum: o sentimento de fazer o bem mutuamente. 

   Logo, o conceito de amizade na sociedade atual fica claro: amigo é quem se prontifica a partilhar momentos difíceis sem interesse próprio, a despeito do individualismo imposto pelo capitalismo; é quem reserva algumas horas do dia para compartilhar alegrias, apesar da disponibilidade de tempo escassa. Assim, vê-se que a atitude de ser amigo estende-se pelos séculos, uma vez que os obstáculos sempre são superados quando o sentimento é verdadeiro. 


Material de Apoio


Apoio 1

Apoio 2





Tutorial e tema REVISÃO aula 1/2017


Retrato de vidas

 A literatura costuma imitar a realidade, repetindo comportamentos e perfis pessoais. De acordo com o crítico literário Antônio Cândido, “A literatura é uma necessidade universal experimentada em todas as sociedades”. Essa importância também se faz presente ao refletir os costumes de uma nação e ressaltar a pluralidade da sua população e cultura, a exemplo do livro “O pagador de promessas”, redigido por Dias Gomes. 

 Zé do Burro constitui uma das maiores traduções do povo interiorano brasileiro. Homem marcado pela ingenuidade e fé, não consegue compreender segundas intenções das pessoas que se aproximam dele ao longo da obra, agindo sempre de boa fé. Tal personagem reproduz a má escolarização e o abandono do governo quanto às reais necessidades da população rural, que acaba recorrendo à fé na busca por perspectivas de futuro e encontra as instituições religiosas extremamente burocratizadas. Além disso, esse perfil continua no Brasil atual, já que a situação da população rural prossegue mal resolvida, a exemplo da educação, pois 79,6% dos brasileiros com 25 anos ou mais, que vivem em áreas rurais não terminaram o Ensino Fundamental de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 Além de Zé do Burro, “O pagador de promessas” consegue retratar um lado bastante conservador do Brasil, por meio de personagens como o Padre Olavo. O religioso apresenta-se extremamente intransigente, seguidor radical da liturgia católica e, ainda, inflexível quanto à tentativa de Zé do Burro entrar na igreja com a cruz, pois soube que a promessa do agricultor fora feita em um ritual de candomblé. Essa intolerância religiosa se perpetua até os dias atuais e se contradiz com a formação das crenças religiosas brasileira, marcadas pelo sincretismo. As cenas protagonizadas pelo Padre Olavo revelam uma instância do poder atribuída à religião fato comum nas cidades pequenas brasileiras e, também um lado autoritário do pároco que reflete a inversão do real papel dessas instituições, uma vez que deixam de amparar o povo para reprimi-lo. 

 A literatura faz-se, portanto, imprescindível para a formação da cidadania, principalmente por denunciar aspectos que não podem ser reproduzidos e que, ainda, precisam ser corrigidos. Esse caráter instruidor da literatura precisa ser incentivado desde os primeiros anos escolares, pois, segundo a jovem paquistanesa Malala Yousafzai, “Uma criança, uma professora, uma caneta e um livro podem mudar o mundo”.

 


Material de Apoio


Apoio 1

Apoio 2








Tutorial e tema aula 14/2017 ENEM


TUTORIAL

 

A idealização do índio, presente na primeira geração do Romantismo, foi uma explícita tentativa de construção de um sentimento nacionalista no Brasil. Todavia, essa supervalorização permaneceu apenas no plano literário, e não foi refletida no âmbito social. Sendo assim, percebe-se, desde os primórdios da colonização, a “europeização” de indígenas e a degradação de suas tradições. Indubitavelmente, o contexto “alimentou” um preconceito que, até hoje, se responsabiliza pela discriminação contra nativos e contra seus hábitos culturais.

 

Na obra “Raízes do Brasil”, Sérgio Buarque de Holanda busca na história colonial as origens dos atuais problemas nacionais. O escritor apresenta no livro como a vigente tentativa de erradicação da tradição indígena é uma herança histórica da colonização, visto que padres jesuítas e portugueses impunham aos nativos costumes da Europa, principalmente ao que se referia à religião e à linguagem. Um evento recente, o qual exemplifica como esse passado ainda não foi “superado”, foi o batismo de integrantes de uma tribo indígena, no Mato Grosso, pelo pastor Isac Santos. Apesar de o homem alegar que a aldeia já havia adotado a religião cristã, e que o batizado havia sido opcional, nada foi provado. Outra circunstância, deprimente, é o fato de que idiomas indígenas são considerados apenas dialetos no país, além de nenhuma de suas 274 línguas serem ao menos mencionadas em instituições de ensino. Sem dúvida, Buarque mostrou-se correto ao afirmar que essa “não aceitação” da cultura nativa é uma consequência da colonização.

 

Claramente, a discriminação contra indígenas é uma realidade presente desde a chegada de colonizadores portugueses ao território nacional. Entretanto, a rejeição intensificou-se nos últimos anos, devido à migração de diversos povos para zonas urbanas. A situação é consequência de muitos fatores – como queimadas, construções de hidrelétricas e avanços na agricultura – que obrigaram nativos a se retirarem de suas terras. Dessa forma, o preconceito e a intolerância passaram a vigorar, levando, principalmente, à violência contra essa parte da população. O Conselho Indigenista Missionário apontou o crescimento de 130% no número de índios assassinados em 2014, mostrando como a hostilidade ainda se assemelha a casos de mais de 500 anos atrás.

 

A fim de evitar a total erradicação de culturas indígenas e impedir atos preconceituosos, o Ministério da Educação há de expor a jovens estudantes parte da cultura nativa. Para isso, deve modificar sua proposta curricular para que haja a implementação do ensino de tradições indígenas em matérias como história, geografia e língua estrangeira. Assim, a longo prazo, a degradação da cultura indígena será evitada e ações preconceituosas serão impedidas.


Material de Apoio


Apoio 1

Apoio 2