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Redação
da Semana

Confira aqui os temas das redações da semana de todas as semanas do ano, além de videos, matérias e imagens relacionadas.

TUTORIAL UFRGS 28


Tema interessante: impõe uma pergunta objetiva para um assunto extremamente
polêmico – e atual. Responder ao questionamento “Basta ter talento para conquistar
um lugar no mundo?”
implica mobilizar conhecimentos de áreas diferentes para tentar
construir uma redação coerente. Optaremos pela resposta negativa: não, o talento não é
sufi ciente. Ao longo do texto, tentaremos provar por quê.
Na introdução, mostraremos nosso ponto de vista: o talento é apenas uma das
habilidades que levam a pessoa ao sucesso, podendo inclusive não diferenciar uma
pessoa bem sucedida. Além disso – e essa será a informação principal –, sugiro argumentar
que temos, normalmente, uma visão preconceituosa do talento: só nos damos conta
dele quando já o vimos desenvolvido, claramente presente no nosso contexto, sem
saber o custo que alcançá-lo teve para o talentoso, sem ter consciência das etapas da
sua evolução. Escolheremos, então, duas situações que condicionam o talento a se
desenvolver, sem as quais ele de nada serviria.
No D1, analisaremos a condição essencial para o desenvolvimento do talento: o seu
reconhecimento. O talento só existe se for considerado como tal, aceito e exposto à
sociedade. Existem inúmeros indivíduos talentosos entre nós, que jamais terão a chance
de expor suas habilidades diferenciadas; alguns sequer descobrirão que realmente as
possuíam. Sem alguém que os valorize, oriente e – sobretudo – faça a indivíduo trabalhar
corretamente essa capacidade acima da média, sua trajetória tende à obscuridade ou
à frustração. Todos conhecemos o exemplo da ginasta Daiane dos Santos, descoberta,
de uma forma casual, com uma idade já tardia para o seu esporte, numa praça de Porto
Alegre, dando, espontaneamente, piruetas... No D2, abordaremos outro aspecto que
condiciona o talento a ser realmente um diferencial: saber mantê-lo, conviver com ele,
usufruir dele. Se as habilidades diferenciadas forem realmente desenvolvidas, o indivíduo
talentoso pode estar sujeito a conseqüências não apenas positivas, como o sucesso, mas
também a problemas decorrentes da sua exposição pública, como a incompreensão no
seu meio social, ou até mesmo a rejeição, o que poderá prejudicar o seu desempenho.
É o caso notório de muitos jogadores de futebol brasileiros que, tanto aqui como no
exterior, são considerados promissores, mas não conseguem efetivamente vencer na
carreira, devido às suas limitações culturais e de relacionamentos. Ou seja, o talento
necessita se adaptar ao meio em que ele se manifesta. Na conclusão, mostraremos o
resultado da nossa abordagem complementar: o talento é valor essencialmente social,
não apenas individual. Sem a aceitação do seu grupo, o indivíduo não vence, mesmo
com habilidades acima da média.


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TUTORIAL UFRGS 03


Este é um tema de grande interesse para testarmos nossas habilidades no que diz
respeito às proposta da UFRGS. Vejamos, inicialmente, as exigências: “Você situará um
ato ou atitude de sua vida passada e fará uma análise crítica da mesma, verifi cando que
alternativas de ação você tinha, quais os valores implicados em cada uma e identifi cando
aquele que mais pesou no seu ato”. É bom lembrar que a expressão você não obriga,
em absoluto, ao uso da primeira pessoa, eu, nessas redações. Vou optar por não usá-lo
jamais. Vamos ao planejamento.
Na introdução, vamos escolher atitude a ser analisada. Sugiro uma situação pela
qual todos já passamos e deixa a maioria de nós, pelo menos, um pouco inseguros: a
escolha profi ssional. Vamos tentar mostrar o que leva alguém a hesitar em escolher o
que realmente é melhor pra si. É o caso do aluno que gostaria de ser médico, mas opta
por outro curso.
No D1, vamos demonstrar o que pode fazer o adolescente vacilar na sua escolha
pessoal: por que desistir de uma carreira que apresenta inúmeras características positivas
(status, boa remuneração, etc.) e, ainda por cima, é o que realmente a pessoa gostaria de
fazer? Por que optar por outro curso, e às vezes em universidades de menos prestígio?
Não é tão difícil encontrar razões: o acesso aos cursos de medicina não é fácil; pelo
contrário, pode tomar um tempo e um custo pessoal dos quais o adolescente, imediatista
por natureza, nem sempre quer dispor. Assim, ele prefere procrastinar a realização de seu
desejo, ou se ilude acreditando realizá-lo em outro âmbito.
No D2, tentaremos mostrar por que tomar a atitude correta nem sempre é fácil: ela
apresenta exigências de que às vezes não nos damos conta, ou para as quais realmente
não estamos preparados. Quando percebemos o que realmente devemos fazer –
ou quando resolvemos encarar o desafi o seriamente – nos comportamos com uma
maturidade diferenciada, que valorizará a conquista do objetivo. Entendemos não só o
difi culdade do desafi o, mas também o que a sua superação signifi cará para nós.
Na conclusão, vamos sugerir que tanto a persistência quanto a clareza na busca dos
objetivos são essenciais para a conquista e o usufruto das diferentes etapas da nossa vida,
salientando que nem sempre alcançamos essa compreensão sozinhos.


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TUTORIAL PUC 47


REDAÇÃO-MODELO

Todos nós, quando vamos ao shopping em busca de lazer, por exemplo, temos a oportunidade de deparar-nos com adolescentes de duas classes sociais: da classe alta e da classe baixa. De uma forma geral, eles aparentam estar nesse local pelos mesmos motivos, mas, por trás dessa falsa impressão, podemos notar que cada um deles é dotado de razões distintas no que se refere à busca por distrações e por futilidades. Com isso, é possível definir duas realidades diferentes a partir desse ponto em comum: a do jovem de classe alta, que visa a futilidades despreocupadamente, e a do jovem de classe baixa, que apenas almeja não ficar à margem da sociedade.

Na maioria das vezes, os jovens com um afortunado embasamento financeiro demonstram um certo descaso e indiferença quanto a problemas sociais, pois não se sentem na obrigação nem de contribuir para a melhoria das classes menos privilegiadas, uma vez que as mazelas sociais encontram-se cada vez mais distantes da sua realidade habitual, nem de empenhar-se na busca pelo seu sustento, visto que sua vasta estabilidade e privilégio financeiro são obtidos hereditariamente, e não através de esforço nem de empenho da sua força de trabalho. Dessa maneira, características como a grande comodidade financeira e a alienação quanto às discrepâncias sociais, além de uma enorme vacuidade de propósitos e de objetivos concretos de vida, levam a um delineamento padrão do perfil do jovem elitista: trata-se unicamente da busca contínua pelo lazer pueril e pelo entretenimento imediatista, a fim de suprir o grande vazio gerado pela ausência de responsabilidades. Sob tal perspectiva, festas, viagens, compras e eventos da alta sociedade nada mais são do que uma tentativa de encontrar um meio que satisfaça a sua necessidade de sentir-se útil, sem, contudo, assumir qualquer carga de responsabilidade. Dessa forma, todo o excesso de entretenimento fútil está deixando de ser um acontecimento casual, tornando-se, cada vez mais, uma constante rotina na vida do jovem elitista, estereotipando, por conseqüência, a identidade sócio-cultural dessa camada social e banalizando, definitivamente, a sua imagem e a sua participação dentro da sociedade.

Contudo, ao referir-se aos adolescentes da classe baixa, torna-se evidente que a percepção da busca pelo lazer e pelo divertimento é baseada em motivos radicalmente opostos aos adolescente de classe alta, uma vez que possuem realidades de vida amplamente divergentes. Desde pequenos, os jovens menos favorecidos convivem com a miséria e a necessidade, o que os leva, muitas vezes, à busca precoce pelo sustento através de muita dedicação e esforço pessoal, desenvolvendo, assim, um forte senso de responsabilidade com seu trabalho e suas obrigações, mesmo cientes de que seu futuro possa jamais adquirir uma perspectiva de melhora. Entretanto, mesmo diante de tantas dificuldades, o jovem pobre deseja ter os mesmos direitos à diversão e ao entretenimento que todos os demais adolescentes com o intuito de não se sentir completamente à margem de uma vida social comum a todos. Logo, o devaneio de poder, algum dia, entreter-se despreocupadamente com futilidades é a

expressão máxima da persistência do seu sonho inextinguível por uma vida mais igualitária e mais feliz.

Não há dúvida de que tanto jovem de classe alta quanto jovem das camadas sociais mais inferiores procuram por lazer e distração, mas pode-se concluir que cada classe social busca tais objetivos calcados em razões amplamente antagônicas, o que elimina, de fato, a possibilidade de todos os jovens, só por fazerem parte de uma mesma faixa etária, apresentarem necessariamente um perfil de comportamento semelhante, visto que a condição social e a situação financeira são determinantes para a formação da mentalidade e do perfil da maioria desses jovens. Além disso, é notório que os motivos que os conduzem ao lazer e à distração não só são diferentes, como também sempre permanecerão diferentes enquanto continuarem existindo acachapantes diferenças socioeconômicas entre os distintos blocos sociais.

 

 


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TUTORIAL ENEM B


O primeiro Enem (pelo menos o que valeu mesmo...) a gente nunca esquece,
especialmente se não fomos bem como esperávamos. Por isso, minha abordagem para
este tema tentará ser a mais ponderada possível, respondendo a todos os aspectos que
a proposta exige. É possível associá-la, inclusive, aos temas da UFRGS, que normalmente
desenvolvem raciocínios relacionais, em que dois focos têm a mesma importância;
neste caso, o indivíduo (o brasileiro, claro!) e a ética nacional.

Na introdução, é fundamental contextualizar a realidade brasileira que todos
conhecemos: vivemos um período excepcionalmente infeliz no que diz respeito à ética,
tanto nas ações dos homens públicos, que pretensamente deveriam dar exemplos
positivos, quanto do homem comum, que reproduz condutas antiéticas no seu cotidiano.

No D1, o foco será o que consideramos a ética nacional, analisando o comportamento
dos homens públicos, especialmente os políticos, e projetando as conseqüências de seus
atos para a constituição da imagem que temos deles (um detalhe: nosso texto não deve
se restringir à crítica à ação dos políticos; devemos preparar o D1 para complementar a
análise no D2, abordando o homem comum).

O D2 será, então, uma conseqüência lógica, uma extensão do raciocínio iniciado no
D1: a imagem negativa do homem público, ampliada pela mídia, se refl ete nas nossas
atitudes cotidianas. A falta de senso social e a sensação de impunidade levam o homem
comum a sentir-se à vontade para desrespeitar as mais evidentes normas sociais, desde
as regras do trânsito até o pagamento de impostos, prejudicando a coletividade e a si
mesmo. O resultado é que vivemos um círculo vicioso de corrupção e um vazio ético.

Na conclusão, tentaremos apontar um caminho para desenvolvermos, no futuro, ma
sociedade mais sadia, por meio, por exemplo, da educação e do esforço da sociedade
civil honesta


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TUTORIAL PUC 28


Embora o tema não nos pareça interessante à primeira vista – já que, no Mottola,
poucos são os alunos que trabalham –, é possível criar abordagens que proponham
uma visão crítica sobre uma questão de real relevância no nosso contexto social. Talvez
pudéssemos até entender de forma diferente a afi rmação: claro que a abordagem deve
partir do ato de que o preconceito com a mulher no mercado de trabalho é, ainda,
evidente.
Vamos planejar essa estrutura de acordo com um dos padrões mais simples nas
construções de raciocínios e redações. Criaremos um enfoque em que responderemos
que, em determinadas situações, a mulher obteve reconhecimento; e, em outros, isso
não ocorre.
Na introdução, devemos contextualizar a importância do tema: o desprestígio do
salário das mulheres é um resquício do preconceito que ainda sofrem na sociedade. É
importante salientar, aqui, se a sociedade evoluiu, as conquistas das mulheres ainda não
estão completas.
No D1, enfocaremos as situações positivas, aquelas nas quais a mulher se adapta à
rotina de trabalho e usufrui dela. Examinemos, por exemplo, o caso das mulheres que
tiveram sucesso profi ssional com remunerações condizentes com a complexidade da
atividade e o tempo em que a executam; o resultado dessa interação mulher-instituição
é positivo para ambos: para aquela, por integrar-se tanto social quanto intelectualmente
e, para esta, por formar quadros que, além de com ela colaborarem de forma expressiva,
ganham dignidade. É importante ter exemplos concretos.
No D2, analisaremos as situações em que essa relação não produz frutos assim tão
positivos. Quando, por exemplo, a mulher procura atividades no mercado de trabalho
mais tradicional e competitivo, a carga de trabalho será, normalmente, extensa, e a
remuneração talvez insufi ciente, o que poderá provocar duas conseqüências negativas:por um lado, a exploração do trabalho da mulher, exaurindo uma mão de obra que não
se desenvolverá, não conseguirá evoluir; por outro lado, explorando, de forma desumana,
injusta e preconceituosa todo esse grupo social. Novamente, os exemplos são essenciais.
Na conclusão, o objetivo será propor soluções aos problemas do D2, utilizando, por
exemplo, as iniciativas elogiadas no D1.


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