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Redação
da Semana

Confira aqui os temas das redações da semana de todas as semanas do ano, além de videos, matérias e imagens relacionadas.

TUTORIAL UFRGS 04


A questão que o tema nos coloca reproduz um comportamento comum no cotidiano das escolas brasileiras: a “cola”. E de forma também corriqueira: fl agrada pelo professor. A pergunta é: o que fazer, como reagir? Podemos nos posicionar de duas formas - ou seremos condescendentes, atribuindo um caráter secundário, casual, ao problema, ou o encaramos no formato mais sério possível, sob o ponto de vista ético. Optaremos pela segunda abordagem.

Na introdução, vamos expor nosso ponto de vista: embora a “cola” seja um comportamento constante nas escolas brasileiras, já atingindo também o ensino superior, não é por isso que devemos aceitá-lo. Tentaremos mostrar que, apesar de “natural”, ingênua, talvez até infantil, não deixa jamais de ser uma atitude contra a ética.

No D1, analisaremos o ponto de vista do aluno - o que o leva a colar? - e provaremos que nenhuma justifi cativa poderia ser aceitável para tal atitude. Se o aluno não estudou o que julgava sufi ciente, podemos imaginar duas situações: ou não o fez por mera irresponsabilidade, o que tornaria o ato de colar defi nitivamente condenável, sem apelação, ou foi impedido por um motivo relevante, como uma doença séria. Nesta segunda situação, a cola também não seria justifi cável, na medida em que o estudante teria o direito de reivindicar a alteração da data da avaliação. Nada salva esse comportamento.

No D2, analisaremos o contraponto do professor: se dissemos que a cola não é aceitável, então teremos que impor ao profi ssional uma reação séria, severa: não é possível ignorar que a atitude do aluno deva ser, de alguma forma, penalizada. Se não, qual a coerência do papel do professor como educador, como promotor de valores que sirvam de exemplo para todos? Não necessitamos, porém, tomar uma atitude defi nitiva, como reprovar o aluno, mas pelo menos uma segunda avaliação com um criteriosa, mais exigente, deveria ser imposta ao aluno.

Na conclusão, faremos um balanço de nossa análise: a responsabilidade de cada indivíduo precisa ser compreendida no meio em que ele atua. Na escola, nessas pequenas atitudes, estaremos dando um exemplo de como as relações humanas na sociedade deve realmente funcionar: com ética.


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TUTORIAL UFRGS 09


Este tema da UFRGS será acessível, de caráter amplo, social, possibilitando alguma polêmica. Como os grupos humanos lidam com a diferença e a exclusão é um questionamento que aponta para múltiplos aspectos da cultura brasileira, e optaremos por abordá-la do modo mais crítico possível. Para dar conta desse objetivo, criaremos uma estrutura que privilegie o aprofundamento da criticidade: no D1, abordaremos o exemplo; no D2, a generalização, a resposta ao tema.

Na introdução, contextualizaremos a situação de discriminação e exclusão na sociedade brasileira. Em seguida, citaremos nosso enfoque: o preconceito racial, que permanece presente no nosso meio, de forma explícita ou velada, apesar de todas as insistentes afi rmações de que viveríamos em uma “democracia racial”, num ambiente de “tolerância” e de ”consenso”. Dividiremos, assim, nosso raciocínio em duas etapas, tentando caracterizá-las diferentemente em cada um dos desenvolvimentos posteriores, o D1 e o D2.

No D1, o objetivo é retomar a exclusão racial, citando exemplos notórios da sua presença em nosso cotidiano. Não é difícil encontrar traços desse comportamento: no humor popular, em piadas que disfarçam o preconceito na “graça”, e até no esporte, especialmente no futebol, os brasileiros já travaram contato com momentos em que ser negro foi uma condição social desrespeitada. Esse parágrafo deve ser fi nalizado com o perfeito convencimento da presença da exclusão e do preconceito na nossa realidade social.

No D2, buscaremos explicar por que o preconceito e a exclusão estão presentes na nossa sociedade. Partiremos do seguinte pressuposto: longe de representarem uma postura meramente pessoal, tais atitudes são fatos sociais, recorrentes e contínuos. Quais suas causas? A notória falta de instrução, escolaridade e leitura, aliada ao desconhecimento da nossa história e do papel do negro da nossa sociedade geram uma intolerância à diversidade, seja ela motivada pela cor seja ela associada a qualquer “diferença” (como se a cor fosse realmente um traço distintivo no nosso país!). Tentaremos demonstrar, portanto, a total incoerência desse posicionamento.

Na conclusão, nos resta, é claro, apresentar sugestões de como superar a postura sectária de não entender, nem tolerar, a diversidade social, retomando a necessidade de ler, educar, informar, em atitudes não só movidas pelo governo mas também pelo conjunto da sociedade.


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TUTORIAL PUC 75


Aproveitaremos este tema tradicional da PUC, que aborda aspectos diretamente relacionados a nosso cotidiano, para, além da prática rotineira da redação, começarmos a conhecer as diferenças que as propostas da UFRGS podem apresentar. A pergunta fatores que tornam bem sucedida a preparação para o vestibular, simples e objetiva, coloca, porém, o redator perante o seguinte desafi o: relacionar determinadas atitudes, comportamentos, com a aprovação – ou um resultado positivo – no vestibular. Vejam: o objetivo do tema é arelação entre o fator e a aprovação.

Na introdução, contextualizaremos a realidade da escola e da rotina de estudos nesse período da nossa formação: normalmente, estudamos pouco por não haver exigência “cobrança”. O estudo com objetivos defi nidos, competitivo, difi cilmente ocorre no ensino médio. Esses fatos gerarão os nossos enfoques, que discutirão o fato de que temos aprender a estudar e a ter resultados depois de deixarmos a escola.

No D1, abordaremos o mais simples deles: a difi culdade do aluno em estipular uma rotina de estudos, que contemple todas as matérias de modo homogêneo, ou, mais especifi camente, de acordo com suas necessidades. Só se submetendo a uma carga de estudo e leitura regular será possível que o estudante veja realmente todo o conteúdo e conheça não só a realidade das provas, mas também as suas limitações, as quais podem impedir o seu sucesso. Analisado o aspecto técnico, passaremos a um enfoque mais subjetivo no D2.

Nele mostraremos que, além de estudar de modo intenso e objetivo, é necessário que o vestibulando tenha uma rede de apoio que o oriente para superar as exigências psicológicas a que estará exposto. Normalmente de baixa faixa etária, é de se esperar que o estudante “vacile” em função da competitividade e da expectativa incerta da aprovação. Ou pais ou professores devem ser, então, atuantes para evitar que o esforço intelectual seja obliterado pela condição emocional. Lembre que, em ambos os desenvolvimentos, o foco deve ser a ligação entre o fator, estudo ou motivação, e a aprovação. Teremos, assim, um exercício argumentativo bastante complexo, a abordagem relacional

Na conclusão, tentaremos retomar justamente essa idéia: a complexidade da aprovação do vestibular, que depende de fatores complementares, tanto intelectuais quanto emocionais. Para o sucesso, ambos devem estar sob controle


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TUTORIAL PUC 83


POR QUE ESCREVER NEM SEMPRE É FÁCIL?

 

Observemos, inicialmente, que o tema, na realidade, oferece duas possibilidades diferentes de abordagem: podemos escolher responder as duas primeiras perguntas, por que escrever nem sempre é fácil e o que se pode fazer para superar as dificuldades com a escrita; ou, se preferirmos, há a alternativa de optar por abordar apenas o tema a importância de escrever com proficiência para o sucesso pessoal e profiossional (“proficiência” significa “competência”). Não é possível abordar ambas.

Escolheremos, nesta sugestão, a primeira hipótese, por parecer mais acessível e produtiva: é conveniente estabelecer um raciocínio de causa e conseqüência, selecionando as razões pelas quais a atividade da escrita pode ser considerada difícil e as soluções coerentes para tais problemas.

Na introdução, faremos um comentário genérico contextualizando as dificuldades da prática da escrita em nossa sociedade e as dificuldades que as escolas têm em desenvolvêla. Precisamos, agora, escolher os enfoques a que associaremos as dificuldades de escrita, nossos assuntos no D1 e no D2. O ideal é selecionar situações que possam estar relacionadas; além disso, é interessante estabelecer uma prioridade: no D1, desenvolver um aspecto importante, mas guardar para o D2 o foco mais relevante.

Note: no D1, sugiro trabalhar a pouca intimidade que o aluno recém saído da escola tem com o português culto. As regras gramaticais são de difícil identificação, e sua aplicação no texto escrito impõe complexidade constrangedora. Ou seja, o aluno invariavelmente escreve inseguro.

Já no D2, reservei uma situação ainda mais significativa: a escassa, ou, em alguns casos, até mesmo ausente, leitura. É comum alunos redatores não terem nem desenvolvido o hábito nem percebido a necessidade dessa prática. Conseqüentemente, o seu ponto de vista sobre qualquer assunto sofrerá severas restrições, ficando limitada à opinião pessoal, podendo refletir contradições e até mesmo preconceitos, implícitos na visão de mundo cotidiana.

Na conclusão, será necessário encontrar soluções para superar os problemas que impedem o acesso à escrita; no nosso caso, o conhecimento da norma culta e a falta de leitura.


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