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Redação
da Semana

Confira aqui os temas das redações da semana de todas as semanas do ano, além de videos, matérias e imagens relacionadas.

TUTORIAL UFCSPA 2006


Este é um tema que exigirá atenção, cuidado e exemplos criteriosos: o processo 
de passagem para a idade adulta
. Duas razões nos levarão a tratá-los com extrema 
cautela: teremos que abordar um momento marcante da vida das pessoas, no qual elas 
nitidamente mudam de postura, aprendem algo, se transformam. Então será fundamental 
escolher uma situação realmente relevante. Além disso, temos que abordar esse foco: o 
processo, explicar o momento da mudança, o antes e o depois

Na introdução, mostraremos nosso ponto de vista: o processo de passagem para a 
idade adulta é defi nido pelas experiências a que o indivíduo se submete. A idade, a mera 
passagem do tempo, nada é sufi ciente para fazer o indivíduo amadurecer a não ser que 
as experiências pelas quais ele passe sejam extremamente signifi cativas. Podemos, já na 
introdução, citar a situação a ser analisada.

No D1, trataremos do momento do confronto do indivíduo com a situação nova e as 
implicações que ela produzirá na sua vida. Uma escolha inteligente seriam situações das 
quais a pessoa não pode fugir: deve, compulsoriamente, enfrentá-las. Por exemplo, um 
momento em que boa parte dos adolescentes brasileiros é surpreendida ocorre quando 
descobrem, tanto o homem quando a mulher, a gravidez precoce, não planejada, ou 
mesmo indesejada. Temos aí um episódio cuja responsabilidade exigida leva o indivíduo 
a refl etir sobre suas atitudes e ponderar as mudanças que serão, inevitavelmente, 
implementadas no seu cotidiano. O antes está defi nido: a pessoa começa a mudar 
quando percebe que as mudanças na sua vida serão inevitáveis e precisará se preparar 
para elas.

No D2, analisaremos o depois, ou seja, o momento de encarar as implicações chega, e 
o indivíduo deve não apenas ponderar, refl etir sobre as mudanças que ela acarreta, mas 
também agir, reagir, tomar atitudes que resolvam os problemas que, progressivamente, 
surgem na sua agora nova vida. Por isso, utilizamos o exemplo da gravidez precoce: a 
pessoa precisa assumir responsabilidades, não pode fugir delas, já que agora tem alguém 
que depende dela. Está aí uma ocasião que arrasta o indivíduo para a maturidade - ter 
que cuidar de outra pessoa, se responsabilizar por ela, abdicar de suas necessidade para 
satisfazer as de outrem, abrir mão de seus desejos. 

Na conclusão, retomaremos nosso posicionamento inicial: a intensidade das 
experiências levam a pessoa a mudar seus valores, crescer e amadurecer, enquanto fugir 
delas o faz permanecer incompleto, ingênuo, deslocado. 


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TUTORIAL UFRGS 28


Tema interessante: impõe uma pergunta objetiva para um assunto extremamente
polêmico – e atual. Responder ao questionamento “Basta ter talento para conquistar
um lugar no mundo?”
implica mobilizar conhecimentos de áreas diferentes para tentar
construir uma redação coerente. Optaremos pela resposta negativa: não, o talento não é
sufi ciente. Ao longo do texto, tentaremos provar por quê.
Na introdução, mostraremos nosso ponto de vista: o talento é apenas uma das
habilidades que levam a pessoa ao sucesso, podendo inclusive não diferenciar uma
pessoa bem sucedida. Além disso – e essa será a informação principal –, sugiro argumentar
que temos, normalmente, uma visão preconceituosa do talento: só nos damos conta
dele quando já o vimos desenvolvido, claramente presente no nosso contexto, sem
saber o custo que alcançá-lo teve para o talentoso, sem ter consciência das etapas da
sua evolução. Escolheremos, então, duas situações que condicionam o talento a se
desenvolver, sem as quais ele de nada serviria.
No D1, analisaremos a condição essencial para o desenvolvimento do talento: o seu
reconhecimento. O talento só existe se for considerado como tal, aceito e exposto à
sociedade. Existem inúmeros indivíduos talentosos entre nós, que jamais terão a chance
de expor suas habilidades diferenciadas; alguns sequer descobrirão que realmente as
possuíam. Sem alguém que os valorize, oriente e – sobretudo – faça a indivíduo trabalhar
corretamente essa capacidade acima da média, sua trajetória tende à obscuridade ou
à frustração. Todos conhecemos o exemplo da ginasta Daiane dos Santos, descoberta,
de uma forma casual, com uma idade já tardia para o seu esporte, numa praça de Porto
Alegre, dando, espontaneamente, piruetas... No D2, abordaremos outro aspecto que
condiciona o talento a ser realmente um diferencial: saber mantê-lo, conviver com ele,
usufruir dele. Se as habilidades diferenciadas forem realmente desenvolvidas, o indivíduo
talentoso pode estar sujeito a conseqüências não apenas positivas, como o sucesso, mas
também a problemas decorrentes da sua exposição pública, como a incompreensão no
seu meio social, ou até mesmo a rejeição, o que poderá prejudicar o seu desempenho.
É o caso notório de muitos jogadores de futebol brasileiros que, tanto aqui como no
exterior, são considerados promissores, mas não conseguem efetivamente vencer na
carreira, devido às suas limitações culturais e de relacionamentos. Ou seja, o talento
necessita se adaptar ao meio em que ele se manifesta. Na conclusão, mostraremos o
resultado da nossa abordagem complementar: o talento é valor essencialmente social,
não apenas individual. Sem a aceitação do seu grupo, o indivíduo não vence, mesmo
com habilidades acima da média.


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TUTORIAL UFRGS 03


Este é um tema de grande interesse para testarmos nossas habilidades no que diz
respeito às proposta da UFRGS. Vejamos, inicialmente, as exigências: “Você situará um
ato ou atitude de sua vida passada e fará uma análise crítica da mesma, verifi cando que
alternativas de ação você tinha, quais os valores implicados em cada uma e identifi cando
aquele que mais pesou no seu ato”. É bom lembrar que a expressão você não obriga,
em absoluto, ao uso da primeira pessoa, eu, nessas redações. Vou optar por não usá-lo
jamais. Vamos ao planejamento.
Na introdução, vamos escolher atitude a ser analisada. Sugiro uma situação pela
qual todos já passamos e deixa a maioria de nós, pelo menos, um pouco inseguros: a
escolha profi ssional. Vamos tentar mostrar o que leva alguém a hesitar em escolher o
que realmente é melhor pra si. É o caso do aluno que gostaria de ser médico, mas opta
por outro curso.
No D1, vamos demonstrar o que pode fazer o adolescente vacilar na sua escolha
pessoal: por que desistir de uma carreira que apresenta inúmeras características positivas
(status, boa remuneração, etc.) e, ainda por cima, é o que realmente a pessoa gostaria de
fazer? Por que optar por outro curso, e às vezes em universidades de menos prestígio?
Não é tão difícil encontrar razões: o acesso aos cursos de medicina não é fácil; pelo
contrário, pode tomar um tempo e um custo pessoal dos quais o adolescente, imediatista
por natureza, nem sempre quer dispor. Assim, ele prefere procrastinar a realização de seu
desejo, ou se ilude acreditando realizá-lo em outro âmbito.
No D2, tentaremos mostrar por que tomar a atitude correta nem sempre é fácil: ela
apresenta exigências de que às vezes não nos damos conta, ou para as quais realmente
não estamos preparados. Quando percebemos o que realmente devemos fazer –
ou quando resolvemos encarar o desafi o seriamente – nos comportamos com uma
maturidade diferenciada, que valorizará a conquista do objetivo. Entendemos não só o
difi culdade do desafi o, mas também o que a sua superação signifi cará para nós.
Na conclusão, vamos sugerir que tanto a persistência quanto a clareza na busca dos
objetivos são essenciais para a conquista e o usufruto das diferentes etapas da nossa vida,
salientando que nem sempre alcançamos essa compreensão sozinhos.


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TUTORIAL PUC 47


REDAÇÃO-MODELO

Todos nós, quando vamos ao shopping em busca de lazer, por exemplo, temos a oportunidade de deparar-nos com adolescentes de duas classes sociais: da classe alta e da classe baixa. De uma forma geral, eles aparentam estar nesse local pelos mesmos motivos, mas, por trás dessa falsa impressão, podemos notar que cada um deles é dotado de razões distintas no que se refere à busca por distrações e por futilidades. Com isso, é possível definir duas realidades diferentes a partir desse ponto em comum: a do jovem de classe alta, que visa a futilidades despreocupadamente, e a do jovem de classe baixa, que apenas almeja não ficar à margem da sociedade.

Na maioria das vezes, os jovens com um afortunado embasamento financeiro demonstram um certo descaso e indiferença quanto a problemas sociais, pois não se sentem na obrigação nem de contribuir para a melhoria das classes menos privilegiadas, uma vez que as mazelas sociais encontram-se cada vez mais distantes da sua realidade habitual, nem de empenhar-se na busca pelo seu sustento, visto que sua vasta estabilidade e privilégio financeiro são obtidos hereditariamente, e não através de esforço nem de empenho da sua força de trabalho. Dessa maneira, características como a grande comodidade financeira e a alienação quanto às discrepâncias sociais, além de uma enorme vacuidade de propósitos e de objetivos concretos de vida, levam a um delineamento padrão do perfil do jovem elitista: trata-se unicamente da busca contínua pelo lazer pueril e pelo entretenimento imediatista, a fim de suprir o grande vazio gerado pela ausência de responsabilidades. Sob tal perspectiva, festas, viagens, compras e eventos da alta sociedade nada mais são do que uma tentativa de encontrar um meio que satisfaça a sua necessidade de sentir-se útil, sem, contudo, assumir qualquer carga de responsabilidade. Dessa forma, todo o excesso de entretenimento fútil está deixando de ser um acontecimento casual, tornando-se, cada vez mais, uma constante rotina na vida do jovem elitista, estereotipando, por conseqüência, a identidade sócio-cultural dessa camada social e banalizando, definitivamente, a sua imagem e a sua participação dentro da sociedade.

Contudo, ao referir-se aos adolescentes da classe baixa, torna-se evidente que a percepção da busca pelo lazer e pelo divertimento é baseada em motivos radicalmente opostos aos adolescente de classe alta, uma vez que possuem realidades de vida amplamente divergentes. Desde pequenos, os jovens menos favorecidos convivem com a miséria e a necessidade, o que os leva, muitas vezes, à busca precoce pelo sustento através de muita dedicação e esforço pessoal, desenvolvendo, assim, um forte senso de responsabilidade com seu trabalho e suas obrigações, mesmo cientes de que seu futuro possa jamais adquirir uma perspectiva de melhora. Entretanto, mesmo diante de tantas dificuldades, o jovem pobre deseja ter os mesmos direitos à diversão e ao entretenimento que todos os demais adolescentes com o intuito de não se sentir completamente à margem de uma vida social comum a todos. Logo, o devaneio de poder, algum dia, entreter-se despreocupadamente com futilidades é a

expressão máxima da persistência do seu sonho inextinguível por uma vida mais igualitária e mais feliz.

Não há dúvida de que tanto jovem de classe alta quanto jovem das camadas sociais mais inferiores procuram por lazer e distração, mas pode-se concluir que cada classe social busca tais objetivos calcados em razões amplamente antagônicas, o que elimina, de fato, a possibilidade de todos os jovens, só por fazerem parte de uma mesma faixa etária, apresentarem necessariamente um perfil de comportamento semelhante, visto que a condição social e a situação financeira são determinantes para a formação da mentalidade e do perfil da maioria desses jovens. Além disso, é notório que os motivos que os conduzem ao lazer e à distração não só são diferentes, como também sempre permanecerão diferentes enquanto continuarem existindo acachapantes diferenças socioeconômicas entre os distintos blocos sociais.

 

 


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TUTORIAL ENEM B


O primeiro Enem (pelo menos o que valeu mesmo...) a gente nunca esquece,
especialmente se não fomos bem como esperávamos. Por isso, minha abordagem para
este tema tentará ser a mais ponderada possível, respondendo a todos os aspectos que
a proposta exige. É possível associá-la, inclusive, aos temas da UFRGS, que normalmente
desenvolvem raciocínios relacionais, em que dois focos têm a mesma importância;
neste caso, o indivíduo (o brasileiro, claro!) e a ética nacional.

Na introdução, é fundamental contextualizar a realidade brasileira que todos
conhecemos: vivemos um período excepcionalmente infeliz no que diz respeito à ética,
tanto nas ações dos homens públicos, que pretensamente deveriam dar exemplos
positivos, quanto do homem comum, que reproduz condutas antiéticas no seu cotidiano.

No D1, o foco será o que consideramos a ética nacional, analisando o comportamento
dos homens públicos, especialmente os políticos, e projetando as conseqüências de seus
atos para a constituição da imagem que temos deles (um detalhe: nosso texto não deve
se restringir à crítica à ação dos políticos; devemos preparar o D1 para complementar a
análise no D2, abordando o homem comum).

O D2 será, então, uma conseqüência lógica, uma extensão do raciocínio iniciado no
D1: a imagem negativa do homem público, ampliada pela mídia, se refl ete nas nossas
atitudes cotidianas. A falta de senso social e a sensação de impunidade levam o homem
comum a sentir-se à vontade para desrespeitar as mais evidentes normas sociais, desde
as regras do trânsito até o pagamento de impostos, prejudicando a coletividade e a si
mesmo. O resultado é que vivemos um círculo vicioso de corrupção e um vazio ético.

Na conclusão, tentaremos apontar um caminho para desenvolvermos, no futuro, ma
sociedade mais sadia, por meio, por exemplo, da educação e do esforço da sociedade
civil honesta


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